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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

LADAINHA



Por que o raciocínio,
os músculos, os ossos?
A automação, ócio dourado.
O cérebro eletrônico, o músculo
mecânico
mais fáceis que um sorriso.

Por que o coração?
O de metal não tornará o homem
mais cordial,
dando-lhe um ritmo extra-
corporal?

Por que levantar o braço
para colher o fruto?
A máquina o fará por nós.
Por que labutar no campo, na cidade?
A máquina o fará por nós.
Por que pensar, imaginar?
A máquina o fará por nós.
Por que fazer um poema?
A máquina o fará por nós.
Por que subir a escada de Jacó?
A máquina o fará por nós.

Ó máquina, orai por nós.

Poema de Cassiano Ricardo

sábado, 30 de outubro de 2010

O propósito de tudo

Andei pensando na possibilidade de tudo, absolutamento tudo, ter um propósito. Inclusive o fato de, depois de casada, realizar o mesmo trajeto de volta para casa dos tempos de solteira. Com a diferença de que, ao caminho antigo, acrescentei mais alguns quilômetros. Mas todo dia vejo o prédio no qual vivi quase 15 anos. Talvez porque, por propósitos divinos, não deva me esquecer de todo apoio e amor familiar que me impulsionaram até aqui.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Dodó e Zezé - Tom Zé



- E por que é que a gente tem que ser marginal ou cidadão?
Diga, Zezé.
- É pra ter a ilusão de que pode escolher, viu, Dodó?
- E por que é que a gente tem que ter um medo danado
de tudo na vida? Diga, Zezé.
- É pra aprender que o medo é o nosso melhor conselheiro,
viu, Dodó?
- Sorrisos, creme dental e tudo. E por que é que a felicidade
anda me bombardeando? Diga, Zezé.
- Anda o que, Dodó?
- Anda me bombardeando.
- Ah! É pra provar que ninguém mais tem o direito de ser infeliz,
viu, Dodó?
- E por que é que um Zé qualquer de vez em quando tem que dar sete
sopapos na mulher? Diga, Zezé.
- Ah! Isso é pra no outro dia de manhã cedinho vender muito jornal,
viu, Dodó?
- E por que é, e por que é, e por que é, e por que é? Diga, Zezé.
- É porque porque, porque porque, porque porque, porque porque,
viu, Dodó?

quinta-feira, 8 de julho de 2010

sábado, 3 de julho de 2010

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A Lei da Ficha Limpa está aí e, com ela, vieram também as decisões neutralizantes do STF, permitindo que indivíduos processados e condenados por um grupo de juízes sejam candidatos. Mas, independente da eficácia da lei, que nada mais é do que instrumento redutor da irresponsabilidade do eleitor, tudo continua nas mão deste último. Isto porque ser elegível não garante acesso ao cargo político. É preciso a sua escolha! Desta forma, assim como é prudente atentar para o histórico de um possível contratante, analisando sua solvibilidade e responsabilidade no cumprimento das obrigações assumidas com outrem, mister também que nos atentemos para a vida pregressa de nossos candidatos. Além da proposta, é interessante também que cada eleitor pesquise sobre a existência de demandas judiciais. Pesquisa esta de fácil execução ao acessar o site dos tribunais, clicando em pesquisa processual e indicando o nome completo. Obviamente, tal pesquisa não implica na condenação sumária do candidato pelo eleitor. Afinal, existem aqueles que são levianamente caluniados. E podem ser condenados por um ou um grupo de juízes, sendo inocentes. Bom, neste caso, que Deus os console e o Poder Judiciário reverta injusta decisão. Quem não pode ser inocente somos nós.